KARL MARX E O NOSO TEMPO (A. Cunhal). Na Revista "O Militante"

Karl Marx - Destacável ("O Militante"-PCP)

Nunca é demais insistir na célebre máxima de Lénine, «sem teoria revolucionária não há movimento revolucionário». Haverá «movimento» sem dúvida, porque essa é essência da vida e das sociedades. Haverá resistência, indignação, protesto, revolta. Haverá sonho, aspiração, utopia.

Haverá espontaneidade generosa e heróica mas inconsequente. Haverá avanços temporários e reformas mas sem pôr em causa o sistema, sem erradicar as raízes da exploração, da opressão e da guerra. E luta de classes haverá sempre. O que não haverá é movimento consciente apontado à transformação revolucionária da sociedade.

Como órgão do PCP, partido cuja teoria inspiradora foi fundada por Marx, O Militante não podia deixar de assinalar o 190.º aniversário do nascimento de Marx e o 160.º aniversário do Manifesto do Partido Comunista, «este pequeno livrinho – que no dizer de Lénine – vale por tomos inteiros: ele inspira e anima o proletariado organizado e combatente do mundo civilizado».

Com a publicação de um destacável sobre Marx, desdobrado pelas suas edições de Maio e Julho, O Militante procura estimular o estudo de uma obra que, desvendando as leis do desenvolvimento histórico e fundamentando o papel do proletariado como coveiro do capitalismo, deu fundamento científico à luta e ao projecto dos comunistas.

Em tempos de violenta (contra)ofensiva do capital contra os trabalhadores e contra os povos, quando ao movimento comunista e revolucionário está imposta uma batalha de vida ou de morte no plano das ideias, mais importante se torna evocar a vida e a obra do genial fundador (com Engels) do comunismo científico e mostrar que, apesar das extraordinárias mudanças que o mundo conheceu, os princípios e as teses centrais do Manifesto mantêm uma impressionante actualidade, 160 anos depois.

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Karl Marx e o nosso tempo

(Álvaro Cunhal)

Extracto da intervenção de Álvaro Cunhal na Conferência Científica Internacional, Berlim (RDA), 13 de Abril de 1983

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Com a elaboração dos fundamentos do materialismo dialéctico e do materialismo histórico, com as suas descobertas no domínio da filosofia e da economia, Marx, em estreita colaboração com Engels, deu à classe operária, aos povos, a todas as forças do progresso, um poderoso instrumento de
análise e uma arma de luta e combate.

As causas profundas da evolução da sociedade tornaram-se conhecimentos científicos com as descobertas de Marx sobre o carácter fundamental de base económica, a interacção das infra-estruturas e das superestruturas e o papel da luta de classes.

O desenvolvimento e o carácter transitório do capitalismo e a passagem ao socialismo revelaram-se como inevitabilidades históricas com a descoberta das leis do modo de produção capitalista, designadamente da mais-valia e da acumulação, e do papel da classe operária, força motora da liquidação do capitalismo e da construção de uma sociedade sem exploradores nem explorados.

E porque, no mundo actual, estão presentes profundas transformações revolucionárias que comprovam as descobertas e as teorias de Marx, pode dizer-se que a própria realidade do mundo em que vivemos constitui uma homenagem objectiva universal ao fundador do socialismo científico.

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Pelo caminho descoberto, indicado e iniciado por Marx, os trabalhadores e os povos do mundo alcançaram vitórias de alcance histórico.

Sob a direcção de Lénine e do Partido Bolchevique, a Revolução de Outubro foi a primeira grande comprovação e verificação histórica da análise de Marx sobre a evolução do capitalismo, a inevitabilidade da sua destruição e da construção da nova sociedade sob a direcção da classe operária.

O marxismo foi extraordinariamente enriquecido pela experiência da revolução russa, pela criação de um partido de novo tipo e pelo desenvolvimento teórico do marxismo levado a cabo pelo gigantesco trabalho de Lénine, como pensador e como revolucionário, nas novas condições da fase imperialista do capitalismo e das revoluções socialistas triunfantes.

Marxismo e leninismo são inseparáveis. Incessantemente enriquecido pelas novas experiências e pela constante elaboração teórica do movimento revolucionário, o marxismo-leninismo tornou-se o guia para a acção das forças políticas e sociais determinantes da época actual.

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De Marx e Lénine até aos dias de hoje, transformações profundas se deram no mundo. Criou-se e alarga-se o campo socialista que desempenha papel determinante na revolução mundial. O desenvolvimento do capitalismo, a construção do socialismo e o processo revolucionário mundial revelaram fenómenos novos e imprevistos, irregularidades e originalidades que exigem quotidianamente uma análise aprofundada.

O marxismo-leninismo é a refutação de quaisquer dogmas, de ideias cristalizadas, de fórmulas que ignorem e se sobreponham às situações concretas, da cópia e aplicação mecânica e acrítica de ensinamentos e experiências.

A vida tem mostrado que quem abandone o marxismo-leninismo não ganha novas possibilidade de um trabalho teórico criativo, de uma acção revolucionária inovadora, antes se priva da base fundamental e de um instrumento indispensável para a criatividade da teoria e na acção revolucionária.

Os marxistas-leninistas sabem que a história tem comprovado passo a passo tanto a necessidade de considerar as situações concretas e os novos fenómenos como a realidade de leis da evolução social e a validade universal de grandes experiências históricas.

Sabem que toda a evolução social progressista do século actual se deu e continua a dar-se no seguimento de um processo histórico em que a Revolução de Outubro e a construção do País dos Sovietes se mantém num papel propulsor.

O avanço teórico e prático só se alcança prosseguindo, desenvolvendo e enriquecendo criativamente o marxismo-leninismo na base dos novos conhecimentos científicos, da análise dos novos fenómenos sociais, da assimilação da experiência internacional acumulada e com a própria experiência, a própria luta e a própria investigação.

O marxismo-leninismo mostra dia a dia na vida a sua dinâmica histórica renovadora.

Contra as previsões daqueles que afirmavam que o marxismo-leninismo estaria envelhecido, esgotado, condenado a um campo geográfico cada vez mais restrito no mundo, os países cada vez mais numerosos que constroem a sociedade do homem libertado da exploração têm no marxismo-leninismo a teoria inspiradora da análise das situações concretas e da busca de soluções adequadas.

Constitui uma nova consagração histórica da validade universal das ideias de Marx e Lénine o facto de que forças políticas dirigentes de uma série de países que conquistaram a independência chegaram a três conclusões fundamentais: que não é o desenvolvimento capitalista mas o desenvolvimento socialista que pode assegurar a sua independência; que para a construção do socialismo é necessária uma força política de vanguarda capaz de orientar a construção da nova sociedade; e que só o marxismo-leninismo pode dar a base científica para a análise da situação e para encontrar a solução dos problemas.

O marxismo-leninismo ilumina o caminho da luta e da transformação social em todos os continentes. Tendo ganho as massas, tornou-se de facto uma força material na luta dos povos e na transformação do mundo.

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Para um partido da classe operária, para um partido marxista, comemorar o centenário da morte de Karl Marx é pôr em relevo a natureza, o significado, o desenvolvimento, a contribuição para a transformação do mundo da obra do fundador do socialismo científico. É também empenhar as suas capacidades e energias para cumprir as tarefas nacionais e internacionais de acordo com as condições concretas do seu próprio país.

Nós, comunistas portugueses, comemoramos o centenário da morte de Marx com diversas iniciativas. Comemoramo-lo também com a luta que travamos em Portugal sob a inspiração criadora do marxismo-leninismo.

(...)

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Nós, comunistas portugueses, assim como defendemos, no nosso próprio país, a unidade de todos os democratas e patriotas, assim defendemos, na esfera internacional, a unidade de todas as forças anti-imperialistas e a participação em iniciativas comuns ou convergentes das mais variadas e vastas forças sociais, políticas e religiosas na luta em defesa da paz mundial.

Por isso, é com profunda satisfação que vemos aqui reunidos nesta grande conferência de comemoração do centenário da morte de Karl Marx não apenas partidos comunistas e operários, mas também outras forças progressistas e democráticas, que saudamos amistosamente.

Para os marxistas-leninistas, os deveres internacionais são inseparáveis dos deveres nacionais. É certo que a mais importante contribuição que um partido comunistas pode dar para a luta dos trabalhadores e dos povos dos outros países, para a luta mundial pela democracia, a independência nacional, o socialismo e a paz é conseguir pela sua luta modificações políticas e sociais positivas no seu próprio país. Assim, consideramos que o povo português, a par da luta de massas com os objectivos comuns a todos os povos na defesa da paz, deu também uma contribuição à causa da paz alcançando com a sua luta a demissão do governo reaccionário, que se aprontava para tornar Portugal uma base e um instrumento da política agressiva do imperialismo norte-americano.

Mas a par da acção no plano interno é necessário e urgente reforçar a acção internacional comum com objectivos comuns.

O marxismo nasceu profundamente vinculado a uma visão global da sociedade e do mundo contemporâneo, à descoberta da identidade de interesses e objectivos fundamentais da classe operária de todos os países, à descoberta de um processo mundial conduzindo à liquidação do capitalismo e à construção da sociedade socialista e comunista.

Entre os laços internacionais de solidariedade e cooperação existentes no mundo actual entre forças sociais e políticas muito diversas, sobressaem os laços de solidariedade que têm a sua raiz profunda nos interesses, aspirações, objectivos e missão histórica do proletariado.

Por isso nós, comunistas portugueses, defendemos o reforço das relações de solidariedade activa entre os trabalhadores de todos os países.

Por isso defendemos a cooperação e a solidariedade recíproca entre as grandes forças de transformação social do mundo contemporâneo: a URSS e outros países socialistas, o movimento operário dos países capitalistas, o movimento de libertação nacional e os países progressistas.

Por isso procuramos dar e continuaremos a dar a nossa contribuição activa para a unidade dos partidos comunistas e operários na base do marxismo-leninismo e do internacionalismo proletário, assim como para a unidade de todas as forças anti-imperialistas, democráticas e amantes de paz.

É este o espírito que nos anima ao comparticiparmos nesta grande conferência comemorativa do centenário da morte de Karl Marx.


O PCP tem como base teórica o marxismo-leninismo: concepção materialista e dialéctica do mundo, instrumento científico de análise da realidade e guia para a acção que constantemente se enriquece e se renova dando resposta aos novos fenómenos, situações, processos e tendências de desenvolvimento. Em ligação com a prática e com o incessante progresso dos conhecimentos, esta concepção do mundo é necessariamente criadora e, por isso, contrária à dogmatização assim como à revisão oportunista dos seus princípios e conceitos fundamentais.

(Estatutos do PCP, Artº. 2º)


Londres, 5 de Março de 1852

«[...] No que me diz respeito, não me cabe o mérito de ter descoberto nem a existência das classes na sociedade moderna nem a sua luta entre si. Muito antes de mim, historiadores burgueses tinham exposto o desenvolvimento histórico desta luta de classes, e economistas burgueses a anatomia económica das mesmas. O que de novo eu fiz, foi: 1. demonstrar que a existência das classes está apenas ligada a determinadas fases de desenvolvimento histórico da produção; 2. que a luta das classes conduz necessariamente à ditadura do proletariado; 3. que esta mesma ditadura só constitui a transição para a superação de todas as classes e para uma sociedade sem classes. [...]»

Carta de Marx a Joseph Weydemeyer, Obras Escolhidas de Marx e Engels, Tomo I, Edições «Avante!», 1985, pág. 555. [Voltar ao inicio desta nova]


A EXPLOTACIÓN DOS ASALARIADOS É O ÚNICO XEITO QUE TEN O CAPITALISMO PARA SAIR DA CRISE

O AUMENTO DA EXPLOTACIÓN DOS ASALARIADOS É O ÚNICO XEITO QUE TEN O CAPITALISMO PARA SAIR DA CRISE

Carlos Dafonte

Escoito unhas poucas frases do presidente do goberno Rodríguez, no programa de TVE “59 segundos”. Todo son banalidades pero hai unha que fica gravada na miña memoria pois hai máis dun lustro foi tema de debate entre un grupo de militantes que analizábamos o temas das crises periódicas do capitalismo. O presidente dixo “ a saída da crise será socialdemócrata” e engadiu algo parecido a con amparo ós afectados...Levantou os brazos como si fora a voar e esbozou ese sorriso parecido ó de Toni Leblanc nesa película na que practicaba o timo coñecido como o “tocomocho”.

Algo temos avanzado; xa recoñece que atopámonos nunha situación de crise, cando hai trinta días negábao. Posiblemente a afirmación do presidente fora a última contribución do señor Tagoas, asesor económico presidencial, con categoría de Secretario de Estado, antes de iniciar a súa etapa como presidente da patronal SEOPAN, onde agrúpanse unhas decenas de entre as maiores empresas da construción, considero uns dos maiores grupos de presión existentes no Estado. Prepara con Rodríguez a aparición televisiva e despois vai concretar as verbas presidenciais, a saída socialdemócrata, dende o cumio dunha das patronais que máis se teñen enriquecido nestes anos e que destaca pola súa intransixencia cos traballadores e controlar un dos sectores produtivos con maior grao de explotación. ¿A quen quere enganar o presidente con semellante afirmación? ¿Como é posible que un presidente que ten como principal asesor económico a unha persoa que vai presidir unha patronal da construción, poda falarnos de pular unha saída socialdemócrata á crise dende o goberno que preside?. Algún inxenuo pódese preguntar como un asesor presidencial que coñece interioridades, proxectos, futuras decisións, etc., pode marchar a presidir un organismo do sistema oligárquico español. ¿Pode haber alguén que pense que o poder político que representan PSOE, PP e os nacionalistas burgueses, é independente do poder económico?¿Xa esquecemos, o acontecido non hai tantos anos, en que a gran banca pagaba a empresas tapadeiras de determinados partidos, cantidades importantes de cartos por informes inexistentes?

Pero ademais non debemos esquece-lo apoio do PSOE ó tratado de Maastricht, onde se plasmaron as políticas neoliberais e contra os traballadores, que leva adiante a Unión Europea. Tratado onde se admiten como verdades inamovibles, principios ideolóxicos que o son da dereita e onde a tríada PRIVATIZACIÓNS, DESREGULACIÓN E COMPETIVIDADE é a base da globalización que ninguén no PSOE pon en cuestión.

¿Pensa o presidente Rodríguez que xa esquecemos a campaña do referendo para un Tratado Constitucional Europeo, onde PSOE e PP foron da man para darlle rango constitucional ás políticas neoliberais? ¿Ou que eurodiputados do PSOE como Enrique Barón e Manuel Medina apoiaron publicamente a Directiva Bolkestein que consagra o principio de que as leis laborais son as do país de orixe da empresa?. ¿Ou que nunha U.E. onde máis do 60% das decisións económicas se toman en Bruxelas, hai posibilidades dunha “saída socialdemócrata” á crise?

¿Pero que é unha saída socialdemócrata á crise?. Hai decenas de anos, as políticas socialdemócratas eran unha alternativa, reformista, pero alternativa, ás políticas do capital. Por medio de reformas do capitalismo poderíase pasar, pensaban eles, a unha nova sociedade a sociedade socialista, incluída a transformación do estado. Os que en tempos foran socialdemócratas en Europa, e tiveron posibilidades de confronta-las súas políticas coas do neoliberalismo, dende finais dos anos sesenta, buscaron a posibilidade de non enfrontarse directamente coas necesidades do capital e “teorizaron” o que se chamou “terceira vía”, un xeito de renderse ó neoliberalismo pero que parecera que non o facían. Os teóricos da terceira vía acolleron as políticas de Toni Blair en Gran Bretaña o chamado “novo laborismo”, e as falcatruadas do Clinton nos EEUU, como a plasmación práctica dun novo xeito de facer política e de interpretar as necesidades da xente. O balanzo final non pode ser máis desolador; a terceira vía non pasou de ser o tatcherismo con outra faciana e o imperialismo de sempre e dicir, políticas neoliberais contra os traballadores e os pobos.

No estado español non houbo nin intento de enmascarar as políticas neoliberais, aplicáronse e se seguen a aplicar contando co fervor dun poderoso coro de medios informativos, que repite constantemente que se o PSOE foi, e polo tanto é, cuestión discutible, un partido da esquerda, as políticas que implementa tamén o teñen que ser.

Hoxe sería unha saída socialdemócrata, as solucións propostas por Keynes hai moitos anos, partindo de que nas crises o elemento fundamental e a queda da demanda e esta era resultado da queda investidora e do emprego. Fronte o derrubamento do investimento privado debía se-lo estado quen investise cunha política activa de intervención para loitar contra as recesións, aumentando o gasto público.

O problema do déficit solucionábase co aumento da demanda non só polo importe investido, pois ese gasto inicial transformado en salarios e bens, xeraba unha nova demanda, o chamado multiplicador keynesiano, sobre outros sectores.

Ademais o estado sempre aumentaría os ingresos grazas a maior entrada de impostos que xeraba a actividade económica; podíase gravar, tamén, máis ós máis ricos, anulando deste xeito o déficit público inicial.

Se analizamos as medidas tomadas ata o de agora polo goberno para enfrontarse á desaceleración, ou á “desaceleración acelerada” dos últimos días, búscanse todo tipo de eufemismos para non falar de crise, vemos que teñen máis que ver con poñer o estado ó servizo dos grandes emporios económicos, e dar esmolas, o que facía o franquismo, que con políticas socialdemócratas, imposibles de levar adiante nunha Unión Europea neoliberal. Flexibilidade laboral, rebaixa de salarios ós traballadores, non aumentan nin o monto da inflación, polo tanto rebaixa, e rebaixa tamén dos impostos ós máis ricos, privatizacións de servizos públicos, política de fusións, nestas circunstancias os peixes máis grandes cómense ós máis cativos, e toda unha serie de compensacións ós empresarios, serán os alicerces da saída a crise; a favor dos poderosos e contra os asalariados e dentro dos mesmos contra da clase obreira.

Non haberá saída socialdemócrata á crise, xa que a xénese da mesma non é unha queda da demanda senón a queda da taxa de ganancia, xerada polas contradicións internas do propio capitalismo. Os grandes emporios económicos non o ían permitir. O que necesitan é un maior exército de reserva, os traballadores atados de pes e mans, polo que con toda seguridade nos atopamos en portas doutra nova reforma laboral

Que ninguén espere que o capitalismo se derrube a pesares das crises cíclicas que padeza por graves e fondas que sexan; aínda que non tivera tan bos garantes como PSOE e PP, no estado español, a Unión Europea, e como recurso final ó xendarme estadounidense, se os sectores populares non se organizan e empurran, o edificio do capital, aínda con crise no sector do ladrillo, non cae.

Unhas consideracións finais; estes días púxose en marcha dende os medios de comunicación unha operación de adormecemento dos pobos do estado; a calquera hora do día o PP e o seu próximo congreso, ocupa todos os espazos. Aínda que o voten moitos asalariados é un partido conservador, representante dun sector da oligarquía española que ten amosado o longo dos anos ser un inimigo declarado dos traballadores, polo tanto pouco nos debe interesar o que lle aconteza, e canto peor lle resulten as cousas, mellor para a grande maioría do pobo español. Pola contra o partido do goberno ten próximo o seu congreso, para xullo; escoitei que xa aprobaron a ponéncia política, ¿vímola en algún medio sendo como é o principal responsable das medidas en relación á delicada situación económica na que nos atopamos? ¿Ou non van discutir sobre a situación económica?. Iso si que nos interesa ós asalariados e hai un sospeitoso manto de silencio sobre o tema nos medios.

O mesmo acontece co declive político e a desaparición institucional da esquerda no estado; non é un feito anecdótico, a grande maioría dos cidadás estamos obxectivamente interesados na información do que pasa na actualidade nos diferentes sectores da esquerda, na perspectiva da súa reconstrución, pero ós propietarios dos medios non o ven do mesmo xeito e tamén o silencio é absoluto. Os poderes fácticos fan todo o posible para que a idea da necesidade da existencia dunha esquerda forte, alternativa ó sistema capitalista, explotador da humanidade, despilfarrador de recursos, non se espalle entre quen máis necesita da existencia da mesma.

En Galiza no mes de maio de 2008

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MAIO`68: VOSEDE TIÑA RAZÓN BRECHT, NON SEMPRE SE LOITA TODOS OS DIAS

Pedro de la Hoz • La Habana

Mentiría se digo que foi a simple e pura curiosidade a que me fixo volver os pasos sobre algúns dos protagonistas de Maio do 68. Nun de meus frecuentes viaxes a Alemaña durante a década pasada, fun levado á Rathaus (concello) de Frankfurt do Meno, onde o meu guía, facendo un alto na explicación sobre as características da cidade, sinalou a un home enfundado nun impecabel sobre todo gris que á entrada da edificación era saudado cálidamente por un grupo de banqueiros: “Ese é Daniel Cohn-Bendit”. A súa presenza alí explicábase polo cargo que ocupaba naquel inverno de 1995: adxunto do Alcalde da cidade. Á sazón xa fora escollido eurodeputado polo Partido dos Verdes.

De Dany "o roxo", ou "vermello", un dos principais animadores da revolta estudiantil da primavera de 1968 que tivo o seu epicentro en París e se estendeu para outros lugares, apenas ficaba ren naquela figura. No 1986, un libro seu deu un rudo portazo aos que pensaron algunha vez no espírito levantisco e contestatario deste político que comezou militando nas filas do anarquismo: "A Revolución e nós que a quixemos tanto" (1986). Alí, con toda desenvoltura, escribiu: "Despois de Praga, despois de Santiago, despois dos caravéis murchos de Portugal, despois dos afogados do mar de China, despois de Camboia e o horror do terrorismo, despois de tantos sufrimentos, tantos fracasos, tantas decepcións, a revolución perdeu a un dos seus fieis. Hoxe en día, a idea mesma de revolución desertou da imaxinación dos nosos contemporáneos. Tivemos que someternos ao formalismo democrático”.

Esa tristeira confesión non naceu dun momento de debilidade, senón responde substancialmente á ideoloxía oportunista do seu portador. Agora mesmo, en medio da conmemoración dos 40 anos do movemento, o político profesional -tan profesional como pode selo un broker na Bolsa ou unha estrella futbolística -declarou á axencia Europress: “Teriamos que acabar coas comparanzas de fai 40 anos. O 68 xa pasou, fini, passé. Foi xenial para os que o viviron, pero agora xa pasou. Temos outro mundo, outra sociedade. O 68 cambiou o mundo, pero agora hai que se enfrontar ao mundo actual e non volver a vista sempre atrás”.

O seu caso, a todas loces, non é único. O articulista Andrés Pérez, no xornal español Público, lémbranos como “Maio do 68 foi unha excelente rampla de lanzamento, non só para carreiras profesionais, senón tamén incluso para marcas comerciais: o xornal económico Lles Echos publicou recentemente unha completa reportaxe sobre as marcas e empresas que naceron das cinzas da revolución fracasada: a axencia de viaxes Jet Tours, o deterxente Ariel, o café Jacques Vabre, o queixo camembert Président e as firmas de moda Calvin Klein e Sonia Rykiel son algunhas das firmas fundadas por “sesentayocheros”.

Semella que seguen tendo sentido aqueles versos memorabeis de Bertolt Brecht: "Hai homes que loitan un día e son bos, outros loitan un ano e son mellores, hai quen loita moitos anos e son moi bos, pero están os que loitan toda a vida, e eses son os imprescindibeis”. Coa salvedade de que algúns nin sequera gardan memoria da loita do primeiro día. [Voltar ao inicio desta nova]


A CLASE OBREIRA, O SEU PAPEL E A SÚA MISIÓN ACTUAL

As tarefas e as experiencias concretas do Partido Comunista na clase obreira e no sindicato [SEMINARIO COMUNISTA INTERNACIONAL]

Bruxelas, 16 - 18 de maio do 2008

Conclusións xerais

Tras un intercambio de experiencias e de ideas e tras discusións sobre a situación actual e os problemas da clase obreira, a súa composición, o seu rol e as súas loitas, os ataques contra os seus dereitos e as súas conquistas, o papel dos sindicatos e as tarefas dos partidos comunistas na clase obreira e os sindicatos, nós, os participantes do 17 Seminario Comunista Internacional reunidos en Bruxelas, chegamos ás seguintes conclusións xerais:

1. Ao longo dos últimos trinta anos, a clase obreira sufriu cambios significativos no seu número e composición, pero segue mantendo o seu papel histórico de sepultureiro do sistema capitalista.

O desenvolvemento vertixinoso da informática e das telecomunicacións induciu cambios no proceso de produción. O capital aprovéitao para administrar en tempo real operacións industriais e financeiras mundiais, para introducir sistemas de produción flexibles e para dividir o proceso produtivo nunha rede de subcontratas. Isto aproximou, en moitos campos, o traballo manual e intelectual.

A reestructuración capitalista tradúcese nunha mobilidade acrecentada da produción cos seus peches de empresas e re-localizacións. A clase obreira tamén se volveu máis móbil e os fluxos migratorios seguen a demanda da forza de traballo dos capitalistas, coa esperanza dos traballadores dun mellor futuro. Sen embargo, o capitalismo monopolista permite os fluxos migratorios unicamente cando son do seu interese, reprimiendo e ilegalizando calquera outro tipo de migración. O traballo precario, o sub-contrato e os contratos de duración determinada, as interinidades e o traballo clandestino xeneralizáronse. Algúns triunfos importantes da clase obreira, como a xornada laboral de oito horas, desmanteláronse polo aumento da xornada de traballo e a xeneralización das horas extras. O fenómeno dos traballadores pobres estase estendendo tamén nos países mais desenvolvidos.

Ao mesmo tempo, algúns dos principais logros da clase obreira foron destruídos pola mercantilización dos sistemas públicos nos ámbitos do ensino, a saúde e os servizos sociais. A reestructuración capitalista que seguiu á explosión da crise mundial dos anos 70 concentrouse nos servizos públicos e nos bens colectivos. A propiedade pública malvéndese ao sector privado. Aí aplícanse os métodos da administración privada e as condicións de traballo voltaronse máis estresantes. É o caso do persoal dos hospitais, os empregados do servizo postal, o transporte urbano e os ferrocarrís, os educadores, etc. As palabras que se oen non son agora “servizo ao publico” senón “rendibilidade”, non “usuarios” senón “clientes''.

A victoria da contrarrevolución nos países socialistas de Europa do Este e na Unión Soviética provocou unha agresividade sen límite dos capitalistas e dos gobernos burgueses, que xa non temen ao efecto de “contaxio”. Isto xerou un ataque xeral ás conquistas sociais, un atentado aos dereitos democráticos e sindicais, unha degradación dos estatutos, das condicións de traballo e de vida no mundo enteiro.

2. Fai xusto 160 anos que Marx e Engels redactaron en Bruxelas o Manifesto do Partido Comunista no que dicían: «A burguesía non só forxou as armas que han de darlle a morte, senón que, ademais, puxo en pé aos homes chamados a manexalas: os obreiros modernos, os proletarios». Engels estudou con coidado a penosa condición da clase obreira en Inglaterra, pero xa albiscaba, a través da miseria, o potencial revolucionario desta clase explotada.

En cada período do desenvolvemento capitalista as evolucións materiais suscitan teorías que anuncian que o marxismo foi sobrepasado. Ese foi o caso en 1898 cando Bernstein pretendeu que Marx non prevera o nacemento dunha clase media. Ese foi o caso nos anos 20 cando Kautsky xulgaba que había un proletariado suficientemente instruído e experimentado para impoñer a súa vontade pola vía electoral. Ese tamén foi o caso nos anos 60 cando Gorz dicía «adeus ao proletariado». Actualmente, espállase a idea de que a produción material xa non será a fonte principal das ganancias capitalistas. Filósofos como Hardt e Negri falan da desaparición definitiva do proletariado a favor dunha 'multitude', e han atopado eco na nova socialdemocracia á Bertinotti.

En cada ocasión, trátase dunha ofensiva ideolóxica para poñer en tela de xuízo que na sociedade capitalista hai dúas clases antagónicas, a clase burguesa e a clase obreira. A negación desta contradición leva directamente á conclusión política de que a clase obreira xa non é «a clase verdadeiramente revolucionaria» da cal falaba Marx e que seu rol de vangarda para cambiar a sociedade desapareceu. Así desaparece dun plumazo a necesidade de construír un partido que teña como obxectivo guiar ao proletariado nesta tarefa histórica.

Esta negación da vía trazada por Marx e Engels (clase de vangarda), despois por Lenin (partido de vangarda) serve para crear ilusións reformistas sobre a transformación pacifica e parlamentaria do capitalismo.

3. Sen embargo, os eventos recentes demostran unha vez máis que o sistema capitalista mundial é incapaz de manexar as súas contradicións. Mostran tamén que a contradición antagónica entre o capital e o traballo conduce inevitablemente a unha crise de sobreproducción e a unha crise a nivel planetario. Trala explosión da burbulla financeira da débeda do terceiro mundo (1982), trala explosión da burbulla financeira asiática (1997), trala explosión da burbulla financeira da informática (2000), é a burbulla financeira das «subprimes» (ligadas aos préstamos hipotecarios nos Estados Unidos) que xusto acaba de explotar a partir de 2006. Iso ocorreu á sombra dun déficit comercial norteamericano insostible e dun dólar en declive. Todos estes fenómenos coxunturais apuntan a que unha crise severa vai estoupar.

Isto demostra unha vez máis que a «saúde» do capitalismo mundial é extremadamente fráxil e sóstense artificialmente polas burbullas especulativas. A loita dos monopolios polos mercados e as materias primas, incluídos os produtos agrícolas e os produtos alimentarios, causa un aumento espectacular de prezos, reforzado aínda máis pola especulación. Isto leva a máis empobrecemento das masas traballadoras, o que suscita revoltas por fame e movementos populares en loita por un maior poder adquisitivo no mundo enteiro.

Todas estas catástrofes sociais serían imposibles se as riquezas da terra fosen posuídas e administradas de maneira colectiva e planificada ao servizo da povoación. O mesmo é válido para as catástrofes climáticas e ecolóxicas que ameazan ao planeta. Un pequeno puñado de monopolios decide segundo os seus xuros e, na carreira pola máxima ganancia, están dispostos a cometer crimes contra a humanidade. Hai máis que nunca unha concentración do poder en mans da oligarquía financeira que desprega súas tentáculos por todo o planeta.

A internacionalización da produción e os avances tecnolóxicos reforzan os desastres de todo tipo que son causados pola propiedade privada dos medios de produción e de intercambio.

4. Só a clase obreira, como o demostráron Marx e Engels, ten o interese e a forza para cambiar de fondo a sociedade poñendo así fin á explotación do home polo home. A clase obreira está en evolución permanente pero o seu carácter distintivo non cambia: defínese como o conxunto de traballadores explotados, é dicir, todos aqueles e aquelas que sobreviven coa venda da súa forza de traballo.

Os criterios citados por Lenin para pertencer á clase obreira seguen sendo válidos: “Un chama clases a vastos grupos de homes que se distinguen polo lugar que ocupan nun sistema historicamente definido de produción social, pola súa relación (a maior parte do tempo fixada e consagrada polas leis) diante dos medios de produción, por seu rol na organización social do traballo, e entón, polos modos de obtención e a importancia da parte das riquezas sociais das que dispoñen. As clases son grupos de homes nos cales un pódese apropiar do traballo do outro, debido ao lugar que ocupa nunha estrutura determinada, a economía social”. (A grande iniciativa).

Séguese que a clase obreira é máis numerosa que nunca como móstrano as cifras do traballo asalariado.

Desta clase obreira, só unha parte produce a plusvalía. A súa concentración nos grandes grupos da produción, do transporte e as comunicacións, dálle os medios para bloquear a economía. Se se cre nas estatísticas burguesas, esta capa estaría en vías de desaparición nos países capitalistas avanzados, despois da “terciarización” da economía. Pero estas cifras falsean a realidade: moitos “servizos” eran tomados antes como parte do cerco de produción e quedan intimamente ligados á produción.

Mentres que o número de empregos industriais diminúe en certos sectores nos países occidentais, o número total de empregos industriais permanece ao menos estable, mentres que o número de obreiros fabrís medra en Asia, África e América Latina.

Arredor desta poboación produtivo da clase obreira, existen capas cada vez mais proletarizadas no sector dos servizos sociais, da administración pública, do ensino e do sector público “liberalizado”.

A clase obreira está máis diversificada que no pasado. O capital explota ao máximo a diferenza de estatutos, de dereitos, de nacionalidade e de orixe para facer empeorar a sorte do conxunto da clase obreira. Os contratos fixos teñen o seu contrapeso nos contratos temporais, os traballadores subcontratados gañan menos que os seus colegas, os traballadores inmigrantes fan o mesmo traballo a menor prezo e os contratos estatutarios son remplazados polas laborais e de interinidade nos servizos públicos.

En moitos países, o sector informal, sen contrato e sen organización, ocupa un lugar cada vez máis importante, especialmente nos países onde practicamente non existen leis que protexan aos traballadores. No sector dos traballadores clandestinos, non existe ningunha protección e iso conduce á sobreexplotación.

A clase obreira internacionalizase, diferénciase e sofre unha degradación das súas condicións de vida e de traballo. Isto dá unha nova intensidade á consigna de Marx e Engels: «¡Proletarios de todos os Países, uníos!».

Que a clase obreira baixo as condicións actuais do imperialismo vólvase mais internacional, que teña máis coñecemento dos desenvolvementos científicos e tecnolóxicos, deíxaa mellor preparada para realizar e dirixir a sociedade socialista. Está en situación de dominar o aparello de produción, socializarlo e poñelo ao servizo de todo o planeta. Desta maneira, é portadora do porvir.

Sen embargo, como dicían K. Marx e F. Engels, “A loita do proletariado contra a burguesía, aínda que no fondo non sexa unha loita nacional, reviste sen embargo perante todo esa forma. Non fai falta dicir que o proletariado de cada país debe terminar, antes que nada, coa súa propia burguesía”. (Manifesto Comunista).

5. A clase obreira ten necesidade de partidos comunistas que defendan os seus intereses fundamentais. Como indicaban Marx e Engels no Manifesto : “Os comunistas non se distinguen dos demais partidos proletarios máis que nisto: en que salientan e reivindican sempre, en todas e cada unha das accións nacionais proletarias, os intereses comúns e peculiares de todo o proletariado, independentes da súa nacionalidade, e en que, calquera que sexa a etapa histórica en que se mova a loita entre o proletariado e a burguesía, manteñen sempre o interese do movemento enfocado no seu conxunto.

Os comunistas son, pois, practicamente, a parte máis decidida, o acicate sempre en tensión de todos os partidos obreiros do mundo; teoricamente, levan de vantaxe ás grandes masas do proletariado a súa clara visión das condicións, os derroteiros e os resultados xerais a que ten que abocar o movemento proletario”.

Os partidos comunistas dan unha importancia prioritaria ao traballo no seo da clase obreira. Ao mesmo tempo, por razóns estratéxicas, na loita contra o capitalismo e o imperialismo, e en prol do socialismo, os partidos comunistas consagran unha atención particular aos grandes sistemas de produción e de intercambio, aos sectores claves da economía. É aí onde se sitúan os núcleos da economía actual onde están tamén os núcleos da organización e da loita. É aí onde os traballadores están na mellor posición de adestrar ás outras capas da clase obreira na loita por unha sociedade sen explotación. Iso implica perante todo unha presenza nos lugares de traballo, nas loitas da clase. Sen menosprezar a importancia de ter postos de elección nos parlamentos burgueses, será a implantación entre a clase obreira o que determinará a correlación de forzas. A presenza dos partidos comunistas no seo da clase obreira segue sendo a tarefa prioritaria. A campaña anticomunista actual, particularmente na Unión Europea, ten por obxectivo en primeiro lugar contrarrestar esta presenza e preparar o terreo para romper as protestas, manifestacións e folgas que son cada vez máis numerosas.

Diante da evolución material que sofre a clase obreira actual, os partidos comunistas teñen interese en darlle aínda máis importancia que antes a tres orientacións específicas.

Un: trátase antetodo de xogar un rol dirixente dentro da organización e a loita pola unidade da clase obreira, na súa alianza coas capas medias das cidades e cos campesiños pobres e de ingresos medio no campo.

Dous: é necesario intensificar as accións comúns dos comunistas, co fin de chegar a unha estratexia común dos partidos comunistas e os partidos obreiros contra o imperialismo.

Tres: o traballo entre a clase obreira non pode limitarse a cuestións económicas e sociais, senón que debe poñer unha atención igual aos temas ideolóxicos e políticos, á loita polos dereitos democráticos (comprendidos os lugares de traballo), contra o racismo, pola paz (contra as guerras imperialistas), pola liberación nacional, pola protección do ambiente, e polos cambios radicais que minan os fundamentos da estrutura capitalista. Prepara desta forma a loita por unha sociedade sen a explotación do home polo home, polo socialismo.

6. O traballo dos partidos comunistas na clase obreira pasa inevitablemente tamén polo traballo nos sindicatos. Os sindicatos son as organizacións que reagrupan ao maior número de traballadores. O sindicato cumpre un papel diferente ao do partido comunista. O partido ten por obxectivo organizar a todos aqueles que conscientemente aspiran ao socialismo (o cal non é o caso de toda a clase obreira), mentres que o sindicato trata de organizar a case toda a clase obreira como clase. Non hai polo tanto «competencia» entre o partido e o sindicato. Pola contra, o Partido sostén a fondo a todas as forzas e correntes que se dedican a facer dos sindicatos verdadeiras organizacións da clase. O partido estimula a todos os seus membros a converterse en sindicalistas activos e a optar a cargos. Isto axudará aos traballadores comunistas a converterse en dirixentes de masas e a ter unha maior autoridade no debate político.

Os sindicatos tradicionais están influídos, de arriba a abaixo, por diversas correntes políticas. Ao lado das numerosas forzas anti-capitalistas, hai forzas que presionan e actúan no sentido da (re)conciliación co sistema capitalista. Dúas correntes opostas están activas na pía dos sindicatos: a liña de loita de clases e a liña de colaboración de clases e de compromisos.

Os comunistas dirixen as súas criticas sobre todo contra os partidos da burguesía que tratan de impoñer os seus puntos de vista nos sindicatos e que asumen a defensa do capital. No traballo sindical mesmo, os comunistas distínguense pola súa vontade de facer avanzar a loita, polo seu apoio a todo o que é positivo, o que unifica e o que reforza os sindicatos como organizacións da clase. É certo que hai anti-sindicalismo nas bases, a partir das decepcións ou loitas desviadas polos responsables sindicais, así como pola propaganda da ideoloxía do individualismo e do corporativismo. Hai que transformar isto de maneira construtiva, para que faia máis democracia e máis debate na sociedade. En poucas palabras, de xeito que os comunistas sexan os mellores combatentes por sindicatos fortes e combativos. En certos países, xurdiron novos sindicatos, nalgúns casos por iniciativa de partidos comunistas. É de vital importancia non abandonar ás masas organizadas no resto de sindicatos.

7. Diante da evolución da clase obreira, o papel unificador dos sindicatos convértese nunha necesidade aínda máis urxente. A estratexia do capital é a división e a dispersión da clase obreira. É tamén a de organizar a competencia entre as diferentes capas da clase obreira para impoñer unha espiral para embaixo. As palabras de Marx a este propósito merecen ser citadas: «O capital é unha forza social concentrada, mentres que o albanel non dispón máis que da súa forza de traballo individual (…). A única forza social dos obreiros está no seu número. Pero a forza numérica redúcese á nada pola desunión. A desunión dos obreiros é enxendrada e perpetuada debido á inevitabel competencia entre eles mesmos […] O obxectivo inmediato dos sindicatos era, non obstante, limitado ás necesidades cotiás, aos intentos de deter a incesante ofensiva do capital, nunha palabra, a cuestións de salarios e de duración do tempo de traballo. Semellante actividade dos sindicatos, ademais de lexítima, é necesaria. É indispensable mentres exista o actual modo de produción…»

Hoxe, os sindicatos fan fronte aos ataques máis virulentos en todos os aspectos e traballan nun ambiente máis difícil. A dispersión da produción e a precarización dos contratos van ao par cun debilitamento e unha sub-representación das forzas sindicais. A liberalización do mercado de traballo aumenta a competencia na clase obreira e subliña a urxencia da consigna «a traballo igual, salario igual». Desde calquera punto de vista, la razón mesma de ser dos sindicatos se pon en dúbida por leis anti-folga, por unha regulamentación estrita da paz social, polos xuízos dos tribunais que impoñen sancións e que atacan aos delegados sindicais. En moitos países, as zonas francas que aplican unha política “nin folga nin sindicato” causan grandes prexuízos aos dereitos dos traballadores e ás súas condicións de traballo e de vida.

Cada vez en maior grao, os sindicalistas son vítimas de diferentes formas de persecución, entre elas os asasinatos políticos.

Neste contexto global, o sindicalismo debe regresar ás súas orixes e volver completamente ao seu carácter pioneiro, militante e audaz. É a mesma evolución do capitalismo mundial a que empúrrao en tal dirección, so pena de ver diminuída a súa forza de resposta. Co seu traballo, os sindicatos deben unificar a todas as capas da clase obreira: aos que traballan e aos que están desempregados, aos traballadores inmigrantes e sen documentos legais así como aos traballadores autóctonos, aos traballadores con contrato estable e a aqueles con contratos atípicos ou precarios.

Esta é tamén a condición para poder xogar o outro papel que lle foi atribuído por Marx: «Se dicimos que os sindicatos son necesarios para a loita de guerrillas entre o capital e o traballo, cabe saber que son aínda máis importantes como forza organizada para suprimir o propio sistema de traballo asalariado e dominio do capital».

Os partidos comunistas aproveitan todas as loitas e todos os debates no interior dos sindicatos para colocar a elección da sociedade na orde do día.

8. As forzas sindicais que toman a loita de clases como fundamento téñense que unir a nivel nacional, rexional e sectorial, así como a nivel internacional no seo da Federación Sindical Mundial, pois a necesidade dun polo clasista no movemento sindical mundial é indispensabel na loita contra o capitalismo. Para moitos partidos, o traballo nos sindicatos que son dirixidos por forzas reformistas ou reaccionarias é prioritario pois as masas do seu país adhírense a elas.

É igualmente deber dos partidos comunistas axudar aos sindicalistas a organizarse a nivel internacional, desenvolver a solidariedade activa durante as loitas importantes. É así como se poderá construír unha verdadeira fronte da clase obreira internacional para rexeitar atáquelos do capital internacional.

9. Nos países socialistas, os sindicatos son elementos esenciais na construción do socialismo, non soamente porque a través de eles a orientación do partido acada a todas as masas, senón tamén porque a través de eles deben chegar ao partido os sentimentos, as preocupacións e as iniciativas de todas as masas. Os partidos comunistas presentes mostran o seu pleno apoio ao traballo de emancipación que realizan e que contribúe a preservar e reforzar a natureza socialista do sistema.

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A LOITA POLAS LIBERDADES É A LOITA CONTRA O CAPITALISMO

O MEDO VAI TER TUDO?

Por: Odete Santos, do Central do Partido Comunista Português

A luta pelas liberdades é indissociável da luta contra o capitalismo.

Provam-no os 48 anos de fascismo que tivemos de sofrer. Provam-no acontecimentos bem recentes que fizeram regressar a repressão contra as Fronteiras impostas pela Constituição de Abril.

Provam-no a ofensiva contra os direitos laborais, a qual vem sendo acompanhada pelo garrote da democracia política.

Precariedade no trabalho, trabalho temporário sem direitos, salários em atraso, a caducidade de convenções colectivas com destruição de direitos conseguidos com a luta, licenças para despedir, a desregulamentação das relações laborais, todo um programa capitalista para fazer regredir o Direito de Trabalho, tem de forçosamente ser acompanhado pela asfixia das liberdades.

Que o capitalismo não sabe, nem pode, sobreviver com os direitos humanos. Que ele é a face hedionda da exploração, do aniquilamento daquilo que nos tornou e torna humanos: o trabalho.

Há salários em atraso? E logo um sindicalista é condenado por manifestação ilegal, quando apenas reclamou o cumprimento das leis.

Há diversificadas formas de luta contra as arbitrariedades do grande capital, como reuniões sindicais, e logo o braço armado do aparelho repressivo é chamado para pôr na ordem os recalcitrantes.

À porta das empresas ficam as liberdades conquistadas em Abril, no dia 25. Mas também cá fora, neste país que querem transformar num universo concentracionário, ficam as liberdades esfarrapadas pelo poder absoluto dos serventuários do capitalismo.

Séculos de história ensinaram-lhes o poder do medo.

Porque o medo, parafraseando Alexandre O’Neil:

Vai ter tudo

Vai ter enredos quase inocentes

ouvidos não só nas paredes

mas também no chão

no tecto

no murmúrio dos esgotos

e talvez até (cautela!)

ouvidos nos teus ouvidos.

O medo vai ter tudo

heróis (o medo vai ter heróis!)

a tua voz talvez

talvez a minha

com certeza a deles.

Vai ter suspeitas como toda a gente...

(Penso no que o medo vai ter

e tenho medo

que é justamente

o que o medo quer.)

Mas séculos de história também nos ensinaram que a verdade é mais forte que as algemas (como cantava o saudoso Adriano), e que, por isso mesmo, estamos de pé para exercer as liberdades.

E esta é a melhor forma de esconjurar o medo! Lutando pelos direitos que ainda mantemos na Constituição de Abril.

Por onde passa o meu carro a erva já não cresce

Muitos anos antes do momento em que começou a ser implementada a chamada Agenda Social da ONU, já a nossa Constituição, numa antevisão notável de um novo programa mundial, estabelecia – veja-se o artigo 2.º e o artigo 9.º – a interligação, a indivisibilidade, a interdependência entre o desenvolvimento e os direitos humanos, e nestes, a interligação e a indivisibilidade entre direitos económicos, sociais e culturais e as liberdades políticas. Assim, o nosso texto fundamental estabelece o direito do povo ao desenvolvimento e consagra a democracia política, económica, social, cultural e ambiental.

Fá-lo por forma a considerar indissociável o direito ao desenvolvimento de todos os outros direitos.

Não mais se poderá falar de direitos económicos, sociais e culturais por contraposição aos direitos políticos, sendo portanto indissociável a democracia política

Na verdade podemos ler nesta declaração: Democracia, desenvolvimento e respeito pelos direitos humanos e liberdades fundamentais são interdependentes e reforçam-se mutuamente.

E proclama-se ainda na plataforma de acção de Viena (*) : Todos os direitos humanos são universais, indivisíveis e interdependentes.

A realização do desenvolvimento traz no seu bojo o aperfeiçoamento de direitos de participação política, sempre tão importantes na construção de um quadro de direitos económicos e sociais.

Pelo contrário, sempre que o desenvolvimento entra em crise, sempre que o povo convive com elevados índices de pobreza, de desemprego, os direitos de participação política empobrecem, são alvo de ataques por parte dos poderes públicos .Porque os poderes públicos entendem necessário sufocar a liberdade de crítica em relação a políticas que provocam a pobreza e o desemprego.

Os poderes públicos tremem sempre que a liberdade de expressão zurze com eficácia as suas políticas antisociais. Os poderes públicos preferem a frase de Atila: Por onde passa o meu carro a erva já não cresce.

Em todas as esquinas da cidade

Um cartaz denuncia o nosso amor

Não podemos, pois admirar-nos de que, numa situação como a que se vive hoje em Portugal, de profunda degradação dos direitos económicos e sociais, encontremos vivendo a par e passo com essa degradação, a profunda degradação da democracia política. Os exemplos são inúmeros.

Mas é bem a expressão dessa degradação a tristemente célebre intervenção de uma ex-secretária de Estado da saúde (do defunto Ministro Correia de Campos), que não teve pejo em recriar tempos do fascismo quando afirmou publicamente: «Só nos locais apropriados… só nos locais apropriados… não tenhamos vergonha de dizer isto… nas nossas casas, na esquina do Café e com os nossos amigos, podemos dizer aquilo que queremos».

Por que será que tão triste intervenção faz lembrar A invenção do amor de Daniel Filipe:

Em todas as esquinas da cidade

Um cartaz denuncia o nosso amor

Amor à liberdade de expressão, que conhece formas de intromissão insuportáveis dos poderes públicos

Neste caso, para além dos entorses no Estatuto dos Jornalistas, conhecem os jovens, sobretudo, as consequências da lei da rolha.

Envia-se a PSP e a GNR para desmobilizar manifestações de estudantes, como aconteceu em Vila Nova de Gaia e em Valongo; envia-se a PSP à sede de um Sindicato para vigiar o protesto que se sabe poder eclodir contra a política do 1.º Ministro. Envia-se a PSP para identificar pessoas que se encontram numa vigília de protesto perante a Assembleia da República.

Quer-se criar o convencimento (errado) de que uma manifestação tem de ser autorizada. Uma manifestação daquelas que o Senhor 1.º Ministro considera más, marginais, por ser uma manifestação de protesto.

Recorre-se mesmo aos Tribunais – o senhor 1.º Ministro recorre aos tribunais – para, através do medo, fazer diminuir o volume dos protestos.

Recorre- se à PSP para impedir a pintura de murais. Apreendendo tintas, identificando os jovens que se dedicam a essa tarefa. Assim se impedindo a criatividade da juventude através de uma forma de arte utilizada mesmo por pintores célebres como Portinari.

Envia-se a PSP para identificar pessoas, de preferência dirigentes sindicais, como aconteceu em Guimarães, processando judicialmente pessoas que se juntaram para protestar contra as políticas anti-sociais do 1.º Ministro.

Mas envia-se também a PSP ou a GNR, como aconteceu com a Valorsul, para interferir com o direito de greve, que já não chegam sequer os entorses sofridos por esse direito no Código do Trabalho.

Ou envia-se a PSP ou a GNR para impedir a realização de plenários sindicais, ou para tentar impedir a divulgação de documentos sindicais, sempre com a ameaça da tentativa de identificação dos famigerados e perigosos agitadores.

E porque, para este Governo, o inimigo n.º 1 da segurança interna se situa na área das pessoas que contra leis injustas se manifestam – ele é o dirigente sindical, o jovem que protesta contra as condições do ensino, ele é o trabalhador grevista –, eis que surge também a peregrina ideia de poder efectuar escutas telefónicas sem processo nem mandato judicial! O país inteiro é suspeito de agir contra a lei. Logo, é preciso que os ouvidos do imperador oiçam o que o povo diz.

Com tanta desconfiança no povo, apetece dizer com Bertold Brecht: não seria melhor para o Governo dissolver o povo e eleger outro?

Por fim, e como todo este edifício de ataques às liberdades estará incompleto sem que se mexa no poder judicial, preparam-se medidas subversivas (subversivas no mau sentido) para alterar o estatuto dos magistrados, matando Montesquieu e a sua teoria de separação de poderes. Para colocar o poder judicial à mercê do poder político. É isso que quer dizer a inconstitucional medida de funcionalizar os magistrados, sujeitando-os quanto aos vínculos e carreiras ao sistema da função pública.

A independência do poder judicial, a autonomia do Ministério Público, ambos garantes dos nossos direitos, liberdades e garantias, começam a ficar para a história, em papel pergaminho amarelado e enrugado tantas vezes quantas as rugas do nosso descontentamento.

Valha a verdade que se diga que neste caminho sinuoso de ataques às liberdades, o Governo português, o senhor 1.º Ministro José Sócrates não está sozinho. Mas está mal acompanhado. Por outros governos da União Europeia, que fazem do chamado 3.º pilar – o pilar da cidadania e das liberdades – uma trave carunchosa, a ruir de podre com o ruir das liberdades.

De facto, com a decadência do outrora chamado modelo social europeu, com a flexigurança, com a perda dos direitos sociais e económicos, reforçam-se pela União Europeia políticas musculadas de segurança interna.

Ele é Sarkozy e a lei de segurança interna com todos os seus controles de identificação e novos bancos de dados informáticos. Ele é a Alemanha da senhora Merkel e a nova lei que permite a intromissão abusiva nas telecomunicações, para a qual nem os sites que se consultam na Internet estão a coberto do sigilo.

Valha também a verdade que se diga que tais medidas têm conhecido violento repúdio por parte dos cidadãos. Mas são bem a medida das armas a que recorre o poder político dito neoliberal, para calar o nosso descontentamento.

Para o neoliberalismo, tão proclamado defensor do indivíduo contra o Estado, não há afinal quaisquer direitos individuais sempre que estiver em causa os Direitos do Deus mercado.

Sendo contra o desenvolvimento dos povos, ele é contra os direitos económicos e sociais, contra as liberdades políticas fundamentais. Nas quais se inclui o direito de resistência contra ordens e leis injustas.

E foi esse direito de resistência que nos fez lutar contra a lei dos Partidos Políticos, que obriga a que estes provem que têm mais do que 5000 militantes.

E porque, quando se luta sempre há a esperança de vencer, aí temos a decisão do Tribunal Constitucional a suspender a aplicação da lei nessa parte.

E porque resistir contra o empobrecimento da vida política é defender a democracia que herdámos de Abril, a nossa luta é também contra qualquer desvirtuamento do sufrágio universal e directo que querem introduzir na nova lei eleitoral autárquica.

A nomeação de vereadores feita pelo Presidente da Câmara, único a ser eleito por sufrágio universal e directo, faz-nos regressar a tempos do antigamente.

Esta é mais uma forma de ataque à democracia política. Esta é mais uma forma de desrespeito pela vontade popular expressa nas urnas.

Impõe-se que se diga ao poder político que com o medo procura calar protestos de um povo em luta pelo progresso, impõe-se que se cante com Adriano Correia de Oliveira,

Venho dizer-vos que não tenho medo.

A verdade é mais forte que as algemas

Os imprescindíveis

Nesta luta de vida ou de morte contra o capitalismo situamo-nos (seguindo ainda Brecht) entre aqueles que são os imprescindíveis. Os que lutam toda a vida.

Não nos situamos entre os bons. Os que lutam 1 dia.

Não nos situamos entre os melhores. Os que lutam 1 ano.

Não estamos entre os muito bons. Os que lutam muitos anos.

Nós lutamos toda a vida. Somos imprescindíveis.

Imprescindíveis nesta luta constante da humanidade pelo progresso, pelo desenvolvimento, pelas liberdades.

«Porque – parafraseando o poeta comunista turco, Nazim Hikmet –

É em frente que vamos, não é verdade? É em frente que vamos».

(*) Documento da ONU sobre Direitos Humanos, de 1993.

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NO 125 ANIVERSARIO DA MORTE DE CARLOS MARX

Carlos Marx vivirá a través dos séculos

"O 14 de marzo de 1883, ás 2 e 45 da tarde, deixou de pensar o máis grande pensador dos nosos días. Apenas o deixamos dous minutos só, e cando voltamos, atopámolo durmido suavemente nunha cadeira, mais para sempre.

"É de todo punto imposibel calcular o que o proletariado militante de Europa e América e a ciencia histórica perderon con este home. Moi axiña se deixará sentir o baleiro que abriu a morte desta figura xigantesca.

O Marx que, segundo os voceiros da burguesia, era o home máis odiado e calumniado do seu tempo” morreu venerado, querido, chorado por millóns de obreiros da causa revolucionaria, como el, diseminado por toda Europa e América, desde as minas de Liberia até California. E podo atreverme a dicir que se puido ter moitos adversarios, apenas tivo un só inimigo persoal. O seu nome vivirá a través dos séculos, e con el toda a súa obra."

(Palabras de Federico Engels no dia da morte de Carlos Marx)

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A súa obra segue viva.

Coñecer mellor a este grande pensador revolucionario

Karl Marx (Tréveris, Prusia, 5 de maio de 1818 – Londres, 14 de marzo de 1883) foi un filósofo, historiador, sociólogo, economista, escritor e pensador socialista alemán. Pai teórico do socialismo científico e do comunismo, xunto a Friedrich Engels, é considerado unha figura histórica clave para entender a sociedade e a política.

Biografía

Karl Marx foi o terceiro de sete fillos dunha familia de clase media. O seu pai, Herschel Mordechai (logo Heinrich) Marx, exercía a avogacía en Tréveris, a súa cidade natal. Era ademais conselleiro de xustiza, con todo recibiu fortes presións políticas, por parte das autoridades prusianas que lle prohibiron continuar coas súas prácticas legais de acordo á súa relixión e obrigáronlle a abrazar o Protestantismo para poder manter o cargo na administración de Renania. A súa nai foi Henrietta Pressburg, nacida en Holanda, os seus irmáns foron Sophie, Hermann, Henriette, Louise, Emilie e Caroline.

Realizou os seus estudos de Dereito na Universidade de Bonn mais deixounos para estudar filosofía en Berlín. Doctorouse en 1841 en Jena cunha tese titulada Diferenza entre a filosofía da natureza de Demócrito e a de Epicuro. Implicouse axiña na elaboración de traballos ao redor da realidade social, colaborando en 1842 xunto con Bruno Bauer na edición da Gaceta Renana (Rheinische Zeitung), publicación da que pronto chegou a ser redactor xefe. Durante este período tamén frecuentou o faladoiro filosófico dos Libres (Die Freien). A publicación finalmente sería intervida pola censura, e posteriormente, Marx tivo que se ir ao exilio.

O período de París

Xunto a Roxe funda en París a revista Anais franco-alemáns (Deutsch-französische Jahrbücher), da que foi director, aínda que durante pouco tempo xa que o goberno francés pechouna por presións do goberno prusiano. En 1844, en París, Marx coñece e fai amizade con Friedrich Engels, que se converterá no seu principal colaborador e ademais ofreceralle en múltiples ocasións apoio económico debido á penuria económica á que se ve sometida a súa familia dada a eventualidade dos seus ingresos. Tamén coñecerá en Francia a outros importantes pensadores socialistas da época tales como Pierre-Joseph Proudhon, Louis Blanc e Mijaíl Bakunin e ao poeta alemán Heinrich Heine. Escribiu as súas reflexións teóricas desa época nunha serie de cadernos de traballo que póstumamente foron publicados como os Manuscritos económicos e filosóficos. Por outra banda, o peso político dos seus artigos xornalísticos fíxolle gañar fama de revolucionario, o que provocou a súa expulsión de Francia.

O período de Bruxelas e do Manifesto

Estabelecido en Bruxelas, funda a Liga dos Comunistas, tras do cal declárase apátrida, ateo e revolucionario. Apois o período revolucionario de 1848 e a publicación do Manifesto do Partido Comunista, en coautoría con Engels, vaise a Colonia, onde organiza un novo diario, "Nova Gaceta Renana" (Neue Rheinische Zeitung). A súa nova publicación acada un éxito inmediato, no contexto dunha época de forte sentimento social e compromiso revolucionario. En consecuencia, é prohibido polo goberno renano.

O período de Londres e O Capital

É agora cando Marx se dedica á escritura dunha das súas obras fundamentais, O Capital, que elabora nas salas de lectura do Museo Británico. O primeiro volume do Capital non verá a luz ata 1867, tras dezaoito anos de traballo.

Ademais, Marx participou na fundación e organización da Primeira Internacional (28 de setembro de 1864), coñecida como a Asociación Internacional de Traballadores (AIT), participando activamente nas discusións. A el encárgaselle a redacción do Chamamento inaugural da Internacional e participa na elaboración do seu estatuto e outros documentos. Estableceráse a partir dos debates un enfrontamento entre Marx e Bakunin, que rematará coa expulsión deste último no Congreso da Haia de 1872 e a saída da Internacional das seccións bakunistas. Estes últimos, reunidos no Congreso de Saint-Imier (Suíza), non recoñecerían os acordos da Haia e refundarían a Internacional.

Apois da derrota da Comuna de París de 1871, que significou un duro golpe para a Internacional, Marx retirouse da loita política e adicouse á escritura do seu pensamento. O 14 de marzo de 1883 faleceu en Londres.

Pensamento

Marx tivo unha vida persoal dedicada de forma exhaustiva ao estudo das diferentes disciplinas do pensamento e en especial da filosofía e historia o que implicou que nunca tivese estabilidade económica; con todo, contou sempre co apoio fiel e incondicional do seu amigo Engels.

Testemuña e vítima da primeira grande crise do capitalismo (década de 1830 do século XIX) e das revolucións de 1848, Marx propúxose desenvolver unha teoría económica capaz de achegar explicacións á crise, mais á vez de interpelar ao proletariado a participar nela activamente para producir unha mudanza revolucionaria.

A vasta obra de Marx foi lida de distintas formas. Nela inclúense obras de teoría e crítica económica, polémicas filosóficas, manifestos de organizacións políticas, cadernos de traballo e artigos xornalísticos sobre a actualidade do século XIX. Moitas das súas obras escribiunas xunto con Engels. Os principais temas sobre os que traballou Marx foron a crítica filosófica, a crítica política e a crítica da economía política.

Algúns autores pretenderon integrar a obra de Marx e Engels nun sistema filosófico, o marxismo, articulado ao redor dun método filosófico chamado materialismo dialéctico. Os principios da análise marxista da realidade tamén foron sistematizados no chamado materialismo histórico e a economía marxista. Do materialismo histórico, que sitúa a loita de clases no centro da análise, servíronse numerosos científicos sociais do século XX: historiadores, sociólogos, antropólogos, teóricos da arte, etc. Tamén foi moi influinte a súa teoría da alienación.

Outros autores, entre os que destaca Louis Althusser, argumentan que os escritos de Marx non forman un todo coherente, senón que o propio autor, ao desenvolver as súas reflexións críticas sobre a economía política durante a década de 1850, desembarazouse da súa propia conciencia filosófica anterior e comezou a traballar cientificamente. Desde esta perspectiva non existiría unha ciencia marxista, senón un científico, Karl Marx, que foi un pioneiro na comprensión dos mecanismos fundamentais que rexen o funcionamento da sociedade moderna, en especial coa súa reelaboración da teoría do valor, e cuxa obra cimeira foi O Capital.

As obras de Marx inspiraron a numerosas organizacións políticas comprometidas en superar o capitalismo. Por unha banda, habería que sinalar a interpretación que realizaron leninistas, partidarios de que unha vangarda do proletariado se faga co poder, para así avanzar cara ao socialismo.

Pola outra, a de outros teóricos que tamén se reclaman “marxistas”, como os do “comunismo consellista” que son partidarios da toma do poder por parte da clase obreira autoorganizada e non por parte dun partido.

Ideas filosóficas

Durante a súa mocidade, e tras a súa formación en filosofía, Marx recibiu a influencia do filósofo alemán predominante en Alemaña naquel tempo, Hegel. Deste autor tomou o método do pensamento dialéctico, ao que, segundo as súas propias palabras, poría sobre os seus pés; significando o paso do idealismo dialéctico do espírito como totalidade ao materialismo histórico.

Unha interpretación sobre o desenvolvemento da obra de Marx, ven do francés Louis Althusser, considera que os escritos de Marx divídense en dúas vertentes. Esta interpretación é relevante na exegética marxista, mais á vez é moi polémica e poucos autores mantéñena ao día de hoxe. Althusser atopa dúas etapas:

1 - Marx novo (ata 1845) período en que estuda a alienación (ou alleamento) e a ideoloxía, desde unha perspectiva próxima ao humanismo influída en gran parte pola filosofía de Ludwig Feuerbach.

Marx pergúntase e responde nos seus Manuscritos de 1844: "¿En que consiste, entón, o alleamento do traballo? Primeiramente en que o traballo é externo ao traballador, é dicir, non pertence ao seu ser; en que no seu traballo, o traballador non se afirma, senón que se nega; non sente feliz, senón desgraciado; non desenvolve unha libre enerxía física e espiritual, senón que mortifica o seu corpo e arruína o seu espírito. Por iso o traballador só sente en si fora do traballo, e no traballo fóra de si. Está no seu cando non traballa e cando traballa non está no seu. O seu traballo non é, así, voluntario, senón forzado, traballo forzado. Por iso non é a satisfacción dunha necesidade, senón soamente un medio para satisfacer as necesidades fora do traballo. O seu carácter estrano evidencíase claramente no feito de que axiña fuxa do traballo como da peste. O traballo externo, o traballo en que o home se enaxena, é un traballo de autosacrificio, de ascetismo. En último termo, para o traballador amósase a exterioridad do traballo en que este non é seu, senón doutro, que non lle pertence; en que cando está nel non se pertence a se mesmo, senón a outro. (...) Pertence a outro, é a perda de si mesmo."

Paralelamente a estas ideas describe ao home con diversas concepcións: considérao un ser real de carne e óso; é unicamente o resultado da historia económica, un predicado da produción da mesma.

Pensa que o home se realiza modificando a natureza para satisfacer as súas necesidades nun proceso dialéctico en que a transformación de axente e paciente é transformación mutua. A autogeneración do home é un proceso real, histórico – dialéctico, entendéndose a dialéctica como proceso e movemento a través da superación sintética das contradicións.

Cando Marx fala de 'realidade' fai referencia ao contexto histórico social e ao mundo do home. Asegura que o home é produto das súas relacións sociais.

Para Marx, o que o home é non pode determinarse a partir do espírito nin da idea senón a partir do home mesmo, do que este é concretamente, o home real, corpóreo, en pé sobre a terra firme. O home non é un ser abstracto, fóra do mundo senón que o home está no mundo, isto é o Estado e a sociedade.

A liberdade, a capacidade de actuar elixindo, está limitada ás determinacions históricas, mais é, ao mesmo tempo, o motor daquelas cando as relacións sociais e técnicas entran en crise.

Deus, a Filosofía e o Estado constitúen alienacions no pensamento, alienacions dependentes da alienación económica, considerada para Marx único alleamento real.

En liñas xerais, Marx defende a idea de que a alieñación empobrece ao home sociohistórico negándolle a posibilidade de modificar aspectos dos ámbitos nos que se ve involucrado, provocándolle unha consciencia falsa da súa realidade. Con todo, este é un feito que pode suprimirse.

Politicamente, o pensador alemán avoga por unha sociedade comunista. Entre o home alienado (aquel que non coincide consigo mesmo) e o home comunista (aquel que finalmente é igual a home) colócase o proceso transformador. Só na sociedade comunista desaparecería toda alienación.

2 - Marx maduro (1845-1875): Segundo Althusser, 1845, o ano da ideoloxía alemá e as Teses sobre Feuerbach, marca a ruptura epistemológica (concepto tomado de Gaston Bachelard). A partir da cal Marx rompe coa súa etapa anterior, ideolóxica e filosófica, e inaugura un período científico no cal desenvolve estudos económicos e históricos usando o método do materialismo histórico. Como diría Althusser, Marx inaugura o continente historia.

Este é, eminentemente, o período da súa magna obra: O capital. Crítica da economía política. Non hai que esquecer, doutra banda, os textos dos que esta obra xorde: a Contribución á crítica da economía política (que dará material para o primeiro capítulo do capital) ou os Grundrisse, cuxo tardío descubrimento deu moito que falar sobre as continuidades de Marx coa súa primeira etapa, e proporcionou de argumentos aos críticos da ruptura epistemológica. Durante a súa etapa de madurez, a obra de Marx vóltase máis sistemática e xorden os seus conceptos económicos máis destacados: a teoría do valor, a explotación como apropiación de plusvalía, ou a teoría explicativa sobre as crises capitalistas.

Obras de Karl Marx

* Diferenza entre a filosofía da natureza de Demócrito e a de Epicuro (1841)

* A cuestión xudía (1843)

* A crítica da filosofía do dereito de Hegel (1844)

* Manuscritos económicos e filosóficos (1844, publicado póstumamente en 1932)

* Tese sobre Feuerbach (1845, publicado póstumamente)

* Traballo asalariado e capital (1845)

* A sacra familia (en colaboración con Engels, 1845)

* A ideoloxía alemá (en colaboración con Engels, 1845, publicado póstumamente)

* A miseria da filosofía (1847) (critica de Filosofía da miseria de Proudhon)

* Manifesto Comunista (en colaboración con Engels, 1848)

* Circular do Comité Central á Liga Comunista (en colaboración con Engels, 1850)

* As loitas de clases en Francia de 1848 a 1850 (Escrito entre xaneiro ao 1 de novembro de 1850)

* O dezaoito brumario de Luís Bonaparte (1851–1852)

* [Simón] Bolívar e Ponche ((1858))

* Contribución á crítica da economía política (1859)

* A tecnoloxía do capital: Subsunción formal e subsunción real do proceso de traballo ao proceso de valorización. (Extractos do manuscrito de 1861-1863) Karl Marx

* O capital (Dás Kapital) (1864–1877. Só o libro primeiro foi acabado por Marx)

* Estatutos Xerais da Asociación Internacional dos Traballadores (1864)

* Salario, prezo e ganancia (1865)

* A guerra civil en Francia (1870–1871)

* Das resolucións da Conferencia de Delegados da Asociación Internacional dos Traballadores (Londres, 23 de setembro de 1871) (en colaboración con Engels, 1871)

* Crítica ao Programa de Gotha (1875, publicado póstumamente)

Fontes: Wikipedia/Insurgente/Granma/La Jiribilla

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DECLARACIÓN DO PCPG SOBRE AS ELECCIÓNS DO 9 DE MARZO

As eleccións ás Cortes Españolas do próximo 9 de Marzo presentan unha falsa batalla entre as "alternativas" de dúas forzas que se van disputar a mayoría e a configuración do novo goberno.

Neste circo electoreiro hexemonizado polo PSOE e o PP, participa a totalidade das forzas da chamada esquerda "real" e os nacionalismos periféricos autonomistas; todos eles ben apoiados polos grandes grupos de comunicación que difunden gustosos a través da súa maquinaria un constante ir e vir de promesas, ocorrencias, "propostas" e xenialidades dos seus líderes, en controversia confusa de siglas e "valores democráticos", no que nestes dias son estrelas mediáticas unha chea de vividores dun sistema sostido na mentira e a conculcación de dereitos e liberdades do povo traballador.

Un sistema alicerzado na desigualdade e a inxustiza, históricamente inherentes ao designio da reacción e a dereita política, que hoxe proxecta a súa corrupción a todas as esferas da vida social, mesmo á conducta dos que teorizan querelo cambiar.

O escandaloso enriquecemento, autoritarismo, nepotismo, actuacións fraudulentas e "dobre moral" son tamén vergoñentamente practicadas por algunhas xentes da autocalificada esquerda e o "progresismo"que, mesmo, lle permite á dereita máis retrógrada utilizar un discurso recriminador de conductas que na realidade lle son propias.

Tristemente, como estamos a ver, neste contexto de consenso a favor do sistema, as cúpulas das forzas políticas de extracción nacional ou popular, de inequívoca tradición loitadora e de esquerdas fan "pactos" e coalicións con quen faga falta e subordinan a defensa coherente dos intereses políticos, sociais ou económicos dos traballadores ao posibilismo e ao pragmatismo institucional, onde o consenso por xestionar, defender e manter o tinglado semella ser o que importa para mellor perpetuarse na élite ou reforzarse nas institucións.

Consensos e intereses que xustifican ou lle dan soporte, a unha vaga represiva e fascistoide contra as nosas liberdades (as de todas e todos) tan duramente conquistadas mais, tamén, contra dereitos democráticos, sociais e individuais, que expresa por si mesma os límites e insuficiencias dun réxime de moi baixa calidade democrática.

Unha vaga represiva cada vez máis ampla que se orienta especialmente contra os dereitos políticos do povo basco e as súas organizacións políticas e populares mediante a aplicación dun verdadeiro réxime de excepción, coa ilegalización arbitraria de partidos, o encarceramento e persecución de persoas e o peche de xornais, tentando o exterminio do movemento de esquerda consecuente e patriótica moi importante da sociedade basca, á que sirve e representa democráticamente, sen que (e aquí non hai excepción) os que farisaicamente din rexeitar a conculcación das máis elementais liberdades civís retiren as súas candidaturas ou rexeiten esta vergoña.

É NECESARIA UNHA ESQUERDA CONSECUENTE AO SERVIZO DOS TRABALLADORES E DO POVO GALEGO

Para os que seguimos a defender os intereses dos traballadores e das capas máis humildes da sociedade faise difícil dar soporte a partidos ou coalicións que lexitiman coa súa deplorábel acción parlamentaria ou de goberno as políticas neoliberais, antisociais, represivas e de dereitas tan perxudiciais para o noso povo.

Hoxe é cada vez máis necesario o artellamento dunha esquerda de concepción ampla e transformadora, coherente e ligada coas necesidades cotiás da nosa clase traballadora e firmemente comprometida coa aspiración de plena e real soberanía do povo galego para se autogobernar. Un proxecto que elabore as súas propostas como producto da acción e o debate deses mesmos sectores populares e que antepoña a defensa dos nosos irrenunciábeis dereitos e liberdades individuais ou nacionais a un consenso político que mantén inalterabel a hexemonía e dominación do grande capital e a oligarquía española sobre o noso povo.

Imponse un novo xeito de facer política afirmado na democracia directa e na unidade popular, desde os valores dunha esquerda consecuente, nacional, anticapitalista, ilusionante e confrontada co sistema, con capacidade para enfrontar un aparello cada vez máis articulado, poderoso e feroz, asentado nunha infausta monarquía, negadora da nosa libre autodeterminación como povo.

Máis aos pesares dos repetidos esforzos, esta labor non está sendo fácil.

Agora mesmo non existe na Galiza unha organización, partido ou xérmolo de forza política suficientemente articulada que represente estas propostas e que as poida movilizar con forza, que represente coherentemente ás moitas persoas de esquerdas que o desexan e coinciden con estas aspiracións e que poida, para empezar, vencer o pesimismo de tantas frustracións que ten habido durante tantos anos por erguer este referente, que hai que dicilio tamén, chocan de fronte cos receios que sementa unha esquerda institucional cada vez máis acomodada e domesticada.

MANIFESTEMOS O NOSO DESACORDO E COMENCEMOS DESDE AGORA A CONSTRUIR ESA FORZA NECESARIA.

É por iso que as moitas persoas e colectivos populares e de esquerdas que coincidimos na loita social que se nutre da rebeldía do povo galego en tantas loitas temos que expresar de xeito moito máis amplo e decidido este rexeitamento contra estas formas tan alleas a nós de facer e entender a política, rexeitando de vez o caduco sistema que está na orixe da nosa opresión como povo e construir paralelamente, coa nosa unidade e loita cotiá, o necesario espazo ou instrumento aberto para a intervención de todas as mulleres e homes de firmes conviccións democráticas, patrióticas, republicanas e de esquerdas.

Sendo necesario un punto de referencia político de partida para todos/as os/as que queiran loitar por tal proxecto podemos, mesmo con ocasión destes comicios (por que non?) comenzar a proclamalo facendo valer a nosa lexítima independencia fronte aos que, impúdicamente chaman ao "voto útil e de progreso" mentres gradualmente, se esquecen dos seus compromisos noutrora contraídos na defensa da Nosa Terra e do noso povo traballador.

Neste contexto, dirixímonos sen complexos a todos os/as que se sinten frustrados e golpeados por tanta instrumentalización, mercadeo e hipocresía política, aos que son críticos, disconformes, rebeldes ou insubmisos.

Fronte a un réxime perverso que sostén un sistema electoral fraudulento, que conculca dereitos e limita e marxina aos traballadores e aos povos nas decisións sobre o seu propio futuro é posibel, para máis alén da confianza nos moi escasos e dignos candidatos da heterodoxia que se apresentan, máis unha outra forma de protesta consciente e activa que permita expresar de xeito contundente a nosa rebeldía, é dicir: o voto nulo, en branco, ou mesmo a abstención activa.

Nesta hora non é a nosa intención facer ninguna crítica ou xulgamento moral daqueles que aínda acreditan nos marcos desa esquerda institucional, daqueles que aínda aceitan certas "regras do xogo". Con moitos deles traballamos na defensa dos princípios que ainda compartimos. Mais nas circunstancias actuais, este pode ser tamén o noso contributo a vencer a frustración e mesmo a indiferencia de sectores conscientes e combativos do noso povo; o noso voto máis útil, democrático, desinteresado e responsabel para enfrontar dunha vez, tanto á dereita política como ás súas receitas.

Desde o PCPG seguiremos traballando pola unidade e fortalecemento dos nosos movementos sociais, plataformas e organismos unitarios nos que xa estamos, por riba de particulares encadramentos partidarios e máis alá de calendarios electorais que nos son impostos.

Pola Unidade Nacional-Popular entendida como unha fronte ampla, soberana, autodeterminista e de esquerdas, no social e no político, para avanzarmos organizados e confiados/as á conquista das verdadeiras e profundas trasformacións de xustiza e progreso que esixe a nosa dignidade como Nación e como Povo.

Galiza, 7 de Marzo de 2008.

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